A Tragédia em notas musicais Apesar da falta de palavras, a música pode expressar, de forma universal, a essência moral buscada pela Tragédia. É é dessa forma que Música e Filosofia se aproximam e ajudam-se uma à outra, como mostram Nietzsche, Wagner e Schopenhauer
Filosofia e Música podem ser aproximadas de modo que uma ajude a compreender a outra, realizando assim um silogismo pela arte de pensar. A Tragédia exposta nas obras dos alemães Richard Wagner (1813-1883), Arthur Schopenhauer (1788-1860) e Friedrich Nietzsche (1844-1900) direciona o ensino, tanto na educação musical como na área filosófica. Wagner reconhece a importância dos escritos schopenhauerianos em relação à Música, e Nietzsche aborda as muitas questões da filosofia de Schopenhauer. Porém, como poderemos ver adiante, a posição dos pensadores a respeito da Tragédia grega, na área musical ou filosófica, não se mostra convergente.
Tragédia Grega
Pensar a Tragédia grega é discorrer sobre o sentido que o mito tem para quem o segue, acredita ou utiliza e de que forma isso é aproveitado para trabalhar uma moral. A compreensão de uma Tragédia se dá pela ação e reação do fato ocorrido, de maneira que o espectador ou leitor se deixe tocar pelo sofrimento e pela angústia apresentada no enredo e utilize o aprendizado em sua vida.
Para Aristóteles, isso não passa de uma imitação (mimese), assim como um pintor ou escultor que, por meio de seu trabalho, faz uma cópia do original. Assim sendo, segundo o filósofo grego, não existe uma representação inédita, seja na pintura, na poesia, no teatro ou na música, pois quando se representa, há a imitação de algo ou da própria origem.
Entre vários pensadores que desenvolveram trabalhos com o tema "Tragédia grega", Arthur Schopenhauer direcionou e proporcionou uma linha de raciocínio com base em dois grandes nomes: Richard Wagner, na música, e Friedrich Nietzsche, na Filosofia.
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| Sidnei de Oliveira é músico e compositor instrumentista, formando em Licenciatura Plena - Filosofia - Unifran violaoliveira@yahoo.com.br |
Embasado na Filosofia Oriental, Schopenhauer explica a Tragédia como sendo o Véu de Maia, nos mostra a questão da representação, do drama e da música.
Nietzsche e Wagner, sendo mais próximos e por manterem uma amizade de aproximadamente dez anos, puderam juntos desenvolver e estudar a Tragédia grega. O livro intitulado O Nascimento da Tragédia, que no título original fica O Nascimento da Tragédia ou Helenismo e Pessimismo (Die Geburt der Tragödie oder Griechntum und Pessimismus) foi publicado no mesmo ano em que Wagner publicara um arquivo com o nome Acerca do nome Musikdrama, no qual discorre sobre o pensamento e significado de Tragédia, drama e música.
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