editora Escala
Editora Escala
  Loja Escala | Faça sua Assinatura | Anuncie | SAC | 55 11 3855-1000    
 
Filosofia  
 
 
 
 
Envie para um amigo Imprimir

 

Atualidade
Como vai a saúde mental, Brasil?
A forma como o País cuida de seus pacientes ainda se depara com antigas resistências e enfrenta questões relacionadas à cidadania e ao respeito dos direitos humanos

Por Lucia Rocha

Cena do filme Camisa de Força/Imagem Filmes Fotomontagens: Diogo Nascimento

preFeITurA MuNICIpAL de MoGI GuAçu

Atendimento da rede extra-hospitalar
1.153 Centros de Atenção Psicosso- cial (Caps),
 486 Serviços Residenciais Tera- pêuticos, com 2.499 moradores
 862 ambula- tórios de saúde mental
 60 Centros de Convivência e Cultura
 239 iniciativas do Programa de Inclusão Social pelo Trabalho.

Há mais de 20 anos o Brasil caminha rumo a uma mu- dança na maneira de pensar e tratar a loucura, no âmbito da saúde pública. À frente dessa discussão estão os participantes da Luta Antimani- comial - movimento formado por diver- sos segmentos da sociedade - organizados em consonância à reforma da assistência psiquiátrica instituída em várias partes do mundo. Um dos principais pontos na pau- ta dessa difícil peleja ainda gera polêmica: a extinção progressiva dos hospitais psi- quiátricos e, em substituição a estes, a ins- talação de uma rede de serviços de atenção à saúde mental que leve em conta a liber- dade e o acesso à cidadania dos portadores de sofrimento ou transtorno mental.

O surgimento de leis estaduais e muni- cipais, a partir de 1992, e a promulgação da Lei Federal 10.216, em 2001, fortale- ceram essa política de saúde: a expansão dos serviços extra-hospitalares está em curso. Existem atualmente, em todo país, 38.842 dos 60.868 leitos psiquiátricos que havia em 2000, enquanto o número de Centros de Atenção Psicossocial (Caps) cresceu, no mesmo período, de 177 para 1153. O percentual dos recursos destina- dos aos hospitais psiquiátricos pelo Mi- nistério da Saúde (MS) diminuiu de 90% para 45,14%, ficando 54,06% para a rede extra-hospitalar. Em reais, significa dizer que foram gastos R$ 425.802,569 com hospitais e R$ 517.478.979 com os Caps e demais serviços.

Isto não quer dizer que tudo esteja re- solvido. Embora a rede de serviços substi- tutivos esteja instalada em todo o País, exis- tem apenas 31 Caps nos sete Estados que compõem a região Norte. Além disso, vol- ta e meia, reaparecem antigas resistências: tanto na dificuldade de alguns em acolher as mudanças propostas pela Lei, como na indisposição de outros em estabelecer um novo olhar sobre o "louco", enquanto cida- dão marcado por essa diferença.

ANTIGAS POLÊMICAS DE SEMPRE

A atual diretoria da Associação Bra- sileira de Psiquiatria (ABP), a Federação Brasileira dos Hospitais (FBH) e deter- minadas entidades de familiares de porta- dores de transtorno mental têm assumido publicamente posição contrária às mu- danças em andamento. Esses segmentos fazem fervorosa defesa do internamen- to em hospitais psiquiátricos, acusando o MS de "investir na desospitalização a qualquer preço, sem considerar o destino das pessoas desospitalizadas".

IMAGeNS: SHuTTerSToCK
O Brasil vive hoje a extinção progressiva dos hospitais psiquiátricos e dos antigos métodos de encarar a loucura
PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | Próxima >>

 

 

 

Assinaturas
 
Assine as publicações do núcleo Ciência & Vida.
Matérias, novidades acadêmicas, reportagens e muito mais.
Filosofia História historia Psique
 
Edição nº 45
SUMÁRIO DA EDIÇÃO
MATÉRIA DE CAPA
REPORTAGENS
CONSULTÓRIO
EDIÇÕES ANTERIORES
EXPEDIENTE
FILOSOFIA
LEITURAS DA HISTÓRIA
PSIQUE
SOCIOLOGIA
AGENDA
ARTIGOS
 
Busca
Buscar
 
 
Newsletter
Cadastre-se e fique atualizado diariamente com nosso conteúdo.
  OK
 
 
Institucional
Publicidade
Adicionar Favorito
Links Úteis
 
 
Legenda
O acesso ao conteúdo do portal Ciência&Vida é identificado por cards.
Assinante
Cadastrado


 
Editora Escala
  Loja Escala | Faça sua Assinatura | Anuncie | SAC | 55 11 3855-1000