Nó na garganta! Falar dos sentimentos é a arte de expressar nossas emoções pela linguagem. Para uns pode ser mais complicado que para outros, mas é bom que fique claro: tentar dizer e não dizer não é igual a tentar não sentir e não sentir
Por Alessandro Vieira dos Reis

Comunicar o que sentimos talvez seja uma das tarefas mais desafiadoras rumo à maturidade e ao bem-estar. É notável como pessoas consideradas brilhantes em muitas áreas gaguejam, ficam constrangidas e falham diante de solicitações como: “O que você sente por mim?”, “Você realmente a ama?”, “Como se sentiu quando isso aconteceu?”, “O que este quadro lhe inspira?”. No contexto da clínica, tal necessidade de comunicação ocupa papel central na relação, mas também possui notável importância em qualquer área de aplicação da ciência ao comportamento humano.
A dificuldade de expressar o que sentimos talvez tenha relação com o fato de sermos bastante exigidos para falar sobre nossos pensamentos e conceitos — especialmente no mundo do trabalho — em detrimento dos sentimentos, vistos como potencialmente enganadores por boa parte da Filosofia moderna.

É animal!
Em A expressão das emoções no homem e nos animais, escrito por Charles Darwin em 1872, ele provou que também os animais têm emoções – raiva, medo, satisfação – manifestadas por meio das expressões, e estas teriam funções no processo de adaptação.
Algumas das expressões emocionais dos animais estudadas por Charles Darwin:
Medo nos cães O mais leve temor é sempre demonstrado colocando-se o rabo entre as pernas e repuxando-se as orelhas.
Afeição nos gatos Eles se mantêm em pé, de costas levemente arqueadas, cauda erguida perpendicularmente e orelhas em pé. E roçam-se em alguém ou qualquer coisa que esteja por perto.
Fúria nos cavalos Quando enfurecidos, eles jogam suas orelhas para trás, projetam a cabeça e descobrem parcialmente os dentes incisivos, prontos para morder.
Prazer nos macacos Mostram os dentes e soltam uma espécie de risada. Em seguida surge uma expressão, próxima de um sorriso. A expressão de satisfação é da mesma natureza que a esboçada pelo rosto humano. |
Por que a empatia e a sensibilidade, vitais para o vínculo interpessoal, parecem ser tão escassas nas relações humanas? Como promover uma salutar educação sentimental?
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