Psicoterapia É Preciso ter FÉ Resultado terapêutico é melhor quando são levados em conta a crença e os valores espirituais do cliente
À luz das evidências disponíveis, considerando a revisão detalhada sem limitar a análise apenas aos dados contemporâneos da Neurociência Cognitiva, as principais teorias atuais a respeito do complexo mente-cérebro são seriamente falhas e incapazes de explicar uma escala larga de experiências humanas. Seguindo as propostas de William James e Frederic Myers, os autores consideram que o cérebro pode trabalhar como um filtro para manifestações da mente em nossa vida diária ao invés de produzir a mente.
O psiquiatra americano Collin Ross, que estuda trauma psicológico e dissociação, afirma que as experiências paranormais são tão comuns na população geral que nenhuma teoria da Psicologia pode ser considerada completa se não levá-las em consideração. Alexander Moreira-Almeida e Harold Koenig lembram que marcos fundamentais na história da ciência ocorreram quando pesquisadores estudaram ou revisaram fenômenos desconsiderados pelos paradigmas vigentes de suas épocas. Galileu e Darwin recolheram expressivas evidências empíricas que não foram consideradas pela maioria dos cientistas do respectivo período histórico. Suas descobertas refutavam conceitos "estabelecidos" por muito tempo relacionados à astronomia e à biologia.
A Experiência espiritual religiosa deixou de ser fonte de patologia e, em alguns casos, provedora de equilibrio da personalidade
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Horizontes científicos precisam ser ampliados pela Psicologia. É preciso entender uma larga escala de fenômenos psicológicos |
A visão do homem e a natureza que o constitui são esteios que norteiam as intervenções terapêuticas.Saúde e doença são conceitos cardeais em todas as áreas que tratam o sofrimento humano, e as imprecisões conceituais podem ser os pilares de diagnósticos parciais e condutas terapêuticas errôneas. Em especial na Psicologia e na Psiquiatria, os termos "mente" e "cérebro" estão associados a conceitos ainda fragmentados e não conclusivos sobre a natureza humana. Portanto, é pertinente que a busca de explicações ao conjunto desses fenômenos mencionados continue em curso com humildade (para modificar premissas básicas se necessário) e rigor científico.
Maior parte dos grupos considera a vida espiritual relevante prefere um terapeuta que se sinta confortável em falar sobre esse tópico.
Para onde vamos?
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No Brasil recomenda-se que as abordagens levem em conta a grande expressão religiosa |
Vários estudos internacionais endereçaram o tema espiritualidade e psicoterapia, demonstrando pertinência dessa interface com bons resultados terapêuticos. O Brasil possui uma importante expressão religiosa sincrética e a maioria da população exerce alguma forma de espiritualidade. Dada a escassez de abordagens e psicoterapeutas que contemplem esses indivíduos e seus respectivos sistemas de crenças, é recomendado que abordagens coerentes sejam elaboradas e testadas a partir das necessidades de grande parte da população brasileira.
A crescente experiência da Psicoterapia no Globo tem questionado a universalidade das premissas que o modelo ocidental está baseado e sugere que as mesmas foram originadas em um contexto cultural específico durante determinado período de tempo. Tais referenciais são transmitidos dentro do universo acadêmico que, segundo o filósofo Th omas Kuhn, é um importante propagador e mantenedor de paradigmas numa sociedade.
As pesquisas no âmbito psicológico apontam para a importância da aplicação de abordagens terapêuticas não dogmatizadas, considerando e valorizando a subjetividade e a realidade sociocultural de grandes e pequenas comunidades. Faz-se necessário o reconhecimento da espiritualidade como componente da personalidade e da saúde por parte dos profissionais; esclarecer os conceitos de espiritualidade com os profissionais; incluir a espiritualidade como recurso de saúde na formação dos novos profissionais; adaptar e validar escalas de espiritualidade-religiosidade à realidade brasileira e treinamento específico para a área clínica.
Esforços para acrescentar ao currículo das escolas psicológicas e médicas a discussão da espiritualidade e da religião estão em andamento. Vários grupos inseridos em universidades foram criados com o objetivo comum de estudar e pesquisar as interfaces e influências em espiritualidade-religiosidade e a saúde humana. A discussão com os alunos sobre as diferenças de conceitos, as pesquisas sobre o tema, a compreensão dos processos saudáveis e nocivos do uso de práticas espirituais e religiosas contribuem para melhor qualidade de atendimento às necessidades dos brasileiros, diminuindo preconceito, informando e formando melhores profissionais.
De maneira similar ao exame de toda a dimensão pessoal da experiência humana, a integração das dimensões espirituais e religiosas dos clientes em seus tratamentos requer profissionalismo ético, alta qualidade de conhecimento e habilidades para alinhar as informações coletadas sobre as crenças e valores à eficácia terapêutica.
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