DOSSIÊ Esquizofrenia Transtorno afeta 1% da população mundial, o que significa 1 milhão de portadores que enfrentam o preconceito e a falta de informação. Este dossiê apresenta a realidade das pessoas que vivem com esse quadro psiquiátrico
| Introdução à ESQUIZOFRENIA |
Por Mônica Serrano

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“A Noite Estrelada”, de 1889, é uma das pinturas
mais conhecidas de Vincent Van Gogh. Foi criada
enquanto o artista esteve em um asilo
em Saint-Rémy-de-Provence. O pintor
apresentava perturbações epilépticas e
chegou a ser diagnosticado como
portador de esquizofrenia |
Mônica Serrano é jornalista e escreve para esta publicação. |
| Ela já foi confundida com dupla personalidade. O termo é de origem grega e significa “mente dividida”. Mas a fragmentação refere-se ao desarranjo dos processos de sensação e de raciocínio do indivíduo, e não a uma divisão em duas personalidades, como se acreditava antigamente |
Após anos de pesquisas, em países dos mais diferentes continentes, ainda há muitas etapas a serem vencidas sobre a esquizofrenia. As causas que levam uma pessoa a desenvolver a doença não foram totalmente desvendadas.
É comprovado que fatores genéticos e biológicos contribuem para o aparecimento e desenvolvimento da doença. Teoricamente, gêmeos idênticos deveriam ter a mesma probabilidade para desenvolver o transtorno, entretanto as pesquisas apontam resultados que intrigam cientistas. Se um dos gêmeos é portador da doença, a probabilidade do outro desenvolver é de 50%.
Hoje, a ciência desvendou o que acontece no cérebro de um portador de esquizofrenia. Estudos recentes mostram que pequenos problemas durante a fase de gestação e do parto podem tornar as pessoas mais vulneráveis a desenvolver a esquizofrenia no futuro. Estas alterações levam a mudanças estruturais no cérebro e ao aumento da liberação de dopamina.
Ao se deparar com o diagnóstico, além de ter de encarar uma nova realidade, com adaptação a medicamentos e terapias de auxílio para retomada de seu dia a dia, talvez a maior dificuldade para o portador seja enfrentar o preconceito e o estigma de louco que a esquizofrenia carrega, pois a falta de informação alimenta a exclusão social e contribui para aumentar o sofrimento do portador e da família.
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