DOSSIÊ Esquizofrenia Transtorno afeta 1% da população mundial, o que significa 1 milhão de portadores que enfrentam o preconceito e a falta de informação. Este dossiê apresenta a realidade das pessoas que vivem com esse quadro psiquiátrico
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| Algumas pessoas relataram que antes do início dos sintomas da doença, sentiam uma sensação estranha, uma angústia sem razão. Sabiam que havia algo errado, mas não imaginavam o que era |
Alguns pacientes descrevem ainda que no período imediatamente anterior ao início dos sintomas, experimentaram uma sensação estranha, vaga, de que algo estaria errado, que o mundo ou eles próprios estavam diferentes, uma angústia aparentemente sem motivo. Normalmente, essa angústia é resolvida com a “revelação delirante”, como por exemplo, a convicção psicótica de estar sendo perseguido, o que justifica e aplaca o sentimento de incerteza anteriormente experimentado. Esse quadro é chamado de humor delirante por Karl Jaspers (1883-1969), também definido como estado de trema por Claus Konrad.
A doença pode apresentar as mais diversas evoluções. Em alguns pacientes vários sintomas aparecem ao mesmo tempo, em questão de dias ou semanas, enquanto que, em outros casos, a pessoa apresenta sintomas leves que aumentam de intensidade por um longo período (de meses a anos) e, aos poucos, perdem a capacidade de levar as suas atividades normalmente. Os sintomas oscilam muito. Em alguns momentos, aumentam de intensidade até atingir um pico, o que chamamos de episódio psicótico agudo, conhecido como “surto psicótico”. Com tratamento antipsicótico adequado, o episódio agudo melhora e os sintomas regridem, assim, o paciente entra na fase de estabilização.
O que fazer?
Quando alguém está apresentando sintomas de delírios e alucinações, trata-se de uma urgência médica. Esta pessoa deve ser levada para avaliação médica o quanto antes. Inicialmente, é fundamental se fazer um diagnóstico de esquizofrenia por um psiquiatra qualificado. A partir deste diagnóstico, é traçado o plano terapêutico que inclui uma medicação e algum tipo de terapia (por exemplo: Terapia Ocupacional ou Psicoterapia). O tratamento precoce e o uso correto das medicações são fundamentais para a boa evolução do indivíduo que apresenta a doença. Atualmente, grande parte dos portadores de esquizofrenia tem uma vida de trabalho bastante produtiva e uma vida social bem-adaptada.
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