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Alexander Lowen e a Análise Bioenergética
Este autor nos deixou um rico legado, com sua clareza e profundidade na compreensão do que o corpo pode expressar e da interação dinâmica do corpo com nossos pensamentos, sentimentos e emoções.

Por Odila Weigand

Shutterstock
“Durante a vida inteira praticamente trabalhei para devolver ao corpo uma posição central na hierarquia da personalidade” Alexander Lowen em Uma vida para o corpo (2007)

Essas palavras citadas da autobiografia de Alexander Lowen expressam a maneira apaixonada pela qual o médico e psicoterapeuta de Nova York procurou compreender e ensinar a respeito daquilo que ele acredita ser o caminho real para a saúde, o prazer e o bem-estar: um corpo cheio de vida, vibrante, capaz de expressar emoções e sentimentos e também de relacionar-se amorosamente, dedicar-se a causas significativas, trabalhar e produzir criativamente.
Atualmente parece que o esforço de Lowen está se tornando realidade, no momento em que a tecnologia de ponta oferece uma janela para que se observe o cérebro vivo e em funcionamento. O cérebro humano em sua complexidade e plasticidade habita um corpo que ele comanda, mas do qual depende para seu bom funcionamento. Lowen sempre pesquisou e ensinou como conseguir um corpo conectado com a cabeça, ou seja, como se sentir integrado, inteiro e bem dentro da própria pele.

Para isso desenvolveu, inicialmente com o psiquiatra John Pierrakos e mais tarde com outros colaboradores, uma série de posturas e exercícios corporais associados a expressões de emoções e sentimentos.
É sabido e aceito que emoções não plenamente sentidas e não expressas passam por um processo de negação. Esse conteúdo se torna isolado e deixa de ser percebido pela consciência, embora a carga energética, ou libido, ainda precise encontrar seu destino. Tal destino costuma ser o sistema de couraças, ou seja, contrações em diferentes sistemas do organismo, que com o passar do tempo se cronificam e passam a ser percebidas como a própria identidade ou maneira de ser. Assim, temos pessoas cronicamente distraídas, que na verdade se ausentam com frequência da realidade presente e do contato humano, pessoas de pavio curto, que não sabem ou não conseguem se apropriar e direcionar positivamente sua agressividade, outras para as quais se cunhou o termo amar demais, incapazes de se sustentar no mundo sobre as próprias pernas e lidar com frustrações, desapontamentos e situações de abandono a que a vida inevitavelmente nos submete.

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